Heidegger, Blanchot, Nietzsche, Kant, Schelling e Maldiney. Agora entro. Ainda citou Deleuze.
Uma maravilhosa coletânea de frases ditas e reeditas em francês.
Como num desafio, para dizer algo diferente.
A melhor frase é esta: antes, não há reconciliação entre o apolíneo e o dionizíaco, sinto dificuldades para organizar o pensamento, e olhar a imagem, este 'ente' que aparece ao desaparecer, é o que lembro. O contraditório do tempo, fugaz e eloqüente como o barulho provocado pelo silêncio. Antes a imagem é a forma de aparecer daquilo que aparece. A natureza também imagina. A arte é a verdade do sentir. [eliane escoubas em 10 linhas]
Obs.: ela ainda citou a frase de Merleau-Ponty e eu perdi-a quando ia buscar o papel de anotações ainda também o lápis; o meu headphone parou de funcionar > bem legal.
27 março 2007
anotações
Toda pergunta contém em si a resposta, toda negação produz uma nova afirmação e fica mais falso meditar, queria dizer – fácil, porém não é difícil contornar o erro, o engano, enfim.
A filosofia não deve ser só contemplação, principalmente quando estamos lendo, fumando, meditando, e pretendendo falar de algo prático, que diz respeito por exemplo aos projetos de agora, planejamentos estratégicos no cerne da atitude filosoficamente falando.
Onde planeja-se produzir um momento de contato com a religiosa por isso sagrada profundeza do ser.
Isso que se sintetiza quando no escuro aquieta-se e;
Projetos sem dinheiro sobreviver, sobreviver com dinheiro, “eiro, eiro, eiro” gritar(ia) Science.
A filosofia não deve ser só contemplação, principalmente quando estamos lendo, fumando, meditando, e pretendendo falar de algo prático, que diz respeito por exemplo aos projetos de agora, planejamentos estratégicos no cerne da atitude filosoficamente falando.
Onde planeja-se produzir um momento de contato com a religiosa por isso sagrada profundeza do ser.
Isso que se sintetiza quando no escuro aquieta-se e;
Projetos sem dinheiro sobreviver, sobreviver com dinheiro, “eiro, eiro, eiro” gritar(ia) Science.
maria filomena molder fonte de inspirar em o corpo sem título.
Um rosto oculto que não nos assemelha, habita estes buracos e estes casebres que somos.
O gato que se lambe antes do amanhecer. A crítica é um gesto sempre imanente.
A indiferença é a mais comum formalidade quando casebres. Interessante manifestar primeiro a sonoridade da palavra casebre, ainda se acentuada, o que traz a tona o que está oculto, a casa portuguesa, onde senhoras choram pelos maridos, viúvas. Um romantismo exacerbado. A escolha do gênero da palavra formalidade foi intuitiva como se ela surgisse em minha frente, vinda na minha direção.
Terceiro, o bigode revela a face do observador, algum animal como um felino ou leão ao mesmo tempo que instiga a procriação de outras máscaras..
Curo-me com o silêncio da falta de um barulho, ruído, som.
Fernando Calhau, que confessa ser um romântico.
A objetividade e a sobriedade da crítica procedem.
A sua legitimidade (da crítica) não assentava (no papel) no poder de julgar (para os românticos). Mas no desdobramento interno da obra.
O gato que se lambe antes do amanhecer. A crítica é um gesto sempre imanente.
A indiferença é a mais comum formalidade quando casebres. Interessante manifestar primeiro a sonoridade da palavra casebre, ainda se acentuada, o que traz a tona o que está oculto, a casa portuguesa, onde senhoras choram pelos maridos, viúvas. Um romantismo exacerbado. A escolha do gênero da palavra formalidade foi intuitiva como se ela surgisse em minha frente, vinda na minha direção.
Terceiro, o bigode revela a face do observador, algum animal como um felino ou leão ao mesmo tempo que instiga a procriação de outras máscaras..
Curo-me com o silêncio da falta de um barulho, ruído, som.
Fernando Calhau, que confessa ser um romântico.
A objetividade e a sobriedade da crítica procedem.
A sua legitimidade (da crítica) não assentava (no papel) no poder de julgar (para os românticos). Mas no desdobramento interno da obra.
22 março 2007
será poça ou espelho?
'Uma contundente e rasteira leitura sobre Lygia chamando de Suely Rolnik' ou 'O eco da última fala: o texto que Suely deu a Lygia'
A destituição do espaço museológico pelas novas forças da arte, e a presença de Lygia Clark como uma espécie de porta-bandeira dessa causa e dessa natural necessidade são os dois pontos onde começa o eixo da argumentação de Suely Rolnik. Possivelmente os dois pontos iniciais.
Lygia Clark é o escudo com o poder de lançar luz sobre os sentidos _ privilégio para o olhar sempre houve e foi o que Lygia Clark ressaltou, sem pudor, como um tesouro achado para os cegos. Lygia sempre solicitou a percepção explorada em cada um dos cinco orgãos dos sentidos corporais. Falar desse corpo vibrátil, esse corpo-sentido que atua no campo de forças além da percepção, o conjunto que afeta esse corpo vibrátil, campo de realidade sensível constantemente alterada por movimentos, sons, ruídos, embustes, até chegar em uma guerra do não-verbal, o insosso (palavra de cunho pejorativo) magnífico utilizado para a fantasmagórica guerra social. Movimentos esse insossos, repito, geradores de crise e de subjetividades que mobilizam o pensar. Para isso Lygia cunhara experiências estéticas que exorcizavam a fantasmática do corpo, produção bizarra feita por experiências traumáticas que brotam nos 'menores sinais' de sistemas sociais totalizantes. “Cheio sensível no vazio de sentido” disse Rolnik, na inauguração de um novo espaço ou a visualização de onde o corpo vibrátil se aloca. Ãh, Lygia?! Lygia Clark Chamando é o título das palavras de Suely Rolnik.
A crítica ao espaço museológico coincide com o início do desertar dos artistas , que a partir da década de 60, começaram a recearem-se do espaço por desacreditarem-se da possibilidade de desenvolver a investigação estética nesses locais, “ sob pena de abafar sua força poética”. 'A favor ou contra os museus : um falso problema' suscita que a resposta já existe, para uma falsa questão.
O texto da professora titular da PUC-SP Suely Rolnik tem o prefácio da própria Clark quando em paris, em 1969. “no próprio momento em que o artista digere o objeto ...” assim começa o prefácio. Para então entrar com “A vocação do espaço museológico como lugar de exposição e arquivagem de produções artísticas encontra-se hoje na berlinda”. Discorre cerca de oitenta linhas, em uma visão desenvolvida por outros críticos como Fernando Cocchiarale (PUC-RJ e curador do MAM-RJ). Fernando desenvolveu 'O Espaço da Arte Contemporânea' O percurso de Lygia Clark, na parte ' Uma Trajetória em Direção ao Paradoxo' cria a princípio o apoio de sustentação do texto, como havia dito e reforço. que desenrola-se em ' A Estética...' também Clark para depois cunhar o ' A Obra se esvai' quando fala “ De fato , as propostas de Lygia Clark que implicavam o corpo do receptor foram mostradas pela primeira vez em 1968 , na Bienal de Veneza, e na mesma época , ...” . 'Memória do Corpo: do objeto ao acontecimento', 'Forças Poéticas no museu?', ' Arquivo vivo ou morto'! E para finalizar a luta contundente e rasteira' ' A favor ou contra os museus: um falso problema'.
Este é um texto que acopla um olhar de 'superfície', citando também como Rolnik Deleuze. Um distanciamento que produz um efeito plástico e ilusório, senão quando produz uma dúbia imagem. Reconhecer a força de Lygia Clark apenas nesse epígrafe requer uma certa prudência. Há que preparar o ouvido para receber imagens verbais e não-verbais. Por isso quando a li, senti medo. É uma consistente obra de Clark que calça esse corpo textual – técnico nesse olhar posterior, em tantos idos e vindos, e que me solicita outro mote: a imaginação. Para os fatos, ações, existem quatro, cinco perguntas: o quê? onde? quando? como? quem? Assim Lygia chama.
Fazer transmutações leves restou-me nesse momento de conhecer o texto de Suely, generalizar num primeiro momento, unir fim ao início, criar uma - mínima – densidade ao filosofar, mas sobretudo observar a superfície desse texto-imagem (ou imagem-texto), como proclamo agora Lygia Chamando. Será uma poça ou uma rocha, um espelho?
A destituição do espaço museológico pelas novas forças da arte, e a presença de Lygia Clark como uma espécie de porta-bandeira dessa causa e dessa natural necessidade são os dois pontos onde começa o eixo da argumentação de Suely Rolnik. Possivelmente os dois pontos iniciais.
Lygia Clark é o escudo com o poder de lançar luz sobre os sentidos _ privilégio para o olhar sempre houve e foi o que Lygia Clark ressaltou, sem pudor, como um tesouro achado para os cegos. Lygia sempre solicitou a percepção explorada em cada um dos cinco orgãos dos sentidos corporais. Falar desse corpo vibrátil, esse corpo-sentido que atua no campo de forças além da percepção, o conjunto que afeta esse corpo vibrátil, campo de realidade sensível constantemente alterada por movimentos, sons, ruídos, embustes, até chegar em uma guerra do não-verbal, o insosso (palavra de cunho pejorativo) magnífico utilizado para a fantasmagórica guerra social. Movimentos esse insossos, repito, geradores de crise e de subjetividades que mobilizam o pensar. Para isso Lygia cunhara experiências estéticas que exorcizavam a fantasmática do corpo, produção bizarra feita por experiências traumáticas que brotam nos 'menores sinais' de sistemas sociais totalizantes. “Cheio sensível no vazio de sentido” disse Rolnik, na inauguração de um novo espaço ou a visualização de onde o corpo vibrátil se aloca. Ãh, Lygia?! Lygia Clark Chamando é o título das palavras de Suely Rolnik.
A crítica ao espaço museológico coincide com o início do desertar dos artistas , que a partir da década de 60, começaram a recearem-se do espaço por desacreditarem-se da possibilidade de desenvolver a investigação estética nesses locais, “ sob pena de abafar sua força poética”. 'A favor ou contra os museus : um falso problema' suscita que a resposta já existe, para uma falsa questão.
O texto da professora titular da PUC-SP Suely Rolnik tem o prefácio da própria Clark quando em paris, em 1969. “no próprio momento em que o artista digere o objeto ...” assim começa o prefácio. Para então entrar com “A vocação do espaço museológico como lugar de exposição e arquivagem de produções artísticas encontra-se hoje na berlinda”. Discorre cerca de oitenta linhas, em uma visão desenvolvida por outros críticos como Fernando Cocchiarale (PUC-RJ e curador do MAM-RJ). Fernando desenvolveu 'O Espaço da Arte Contemporânea' O percurso de Lygia Clark, na parte ' Uma Trajetória em Direção ao Paradoxo' cria a princípio o apoio de sustentação do texto, como havia dito e reforço. que desenrola-se em ' A Estética...' também Clark para depois cunhar o ' A Obra se esvai' quando fala “ De fato , as propostas de Lygia Clark que implicavam o corpo do receptor foram mostradas pela primeira vez em 1968 , na Bienal de Veneza, e na mesma época , ...” . 'Memória do Corpo: do objeto ao acontecimento', 'Forças Poéticas no museu?', ' Arquivo vivo ou morto'! E para finalizar a luta contundente e rasteira' ' A favor ou contra os museus: um falso problema'.
Este é um texto que acopla um olhar de 'superfície', citando também como Rolnik Deleuze. Um distanciamento que produz um efeito plástico e ilusório, senão quando produz uma dúbia imagem. Reconhecer a força de Lygia Clark apenas nesse epígrafe requer uma certa prudência. Há que preparar o ouvido para receber imagens verbais e não-verbais. Por isso quando a li, senti medo. É uma consistente obra de Clark que calça esse corpo textual – técnico nesse olhar posterior, em tantos idos e vindos, e que me solicita outro mote: a imaginação. Para os fatos, ações, existem quatro, cinco perguntas: o quê? onde? quando? como? quem? Assim Lygia chama.
Fazer transmutações leves restou-me nesse momento de conhecer o texto de Suely, generalizar num primeiro momento, unir fim ao início, criar uma - mínima – densidade ao filosofar, mas sobretudo observar a superfície desse texto-imagem (ou imagem-texto), como proclamo agora Lygia Chamando. Será uma poça ou uma rocha, um espelho?
02 março 2007
coragem versus medo
Se eu pudesse, transformaria o medo em coragem. O medo é um sentimento negativo: diz "não faça" no lugar de "faça". É um sentimento que não leva a nada. Um cliente com medo não confia na agência e fica assustado com idéias novas, fortes, inovadoras. Gostaria de ter um cliente que rejeita minhas idéias por não serem suficientemente criativas. / Criação, Saatchi& Saatchi, Itália
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Jornalista&corretor&guerreiro
- gustavofeu
- Jornalista, pesquisador, admirador da Ufes, da Usp, do cinema e da luz, fotográfica, ou não.