Essa ponte...tá pra ficar pronta, é verdade. Em meio a tanta poeira, sua cor cinza e a estrutura de uma mondronga, ela supera todas as outras pontes de Vitória em charme e duração. Eis a 'Cinco Pontes' ou "Florentino Avidos". É por que a famosa veio da Alemanha, semi-montada e com cinco pequenas partes, móbilis em formato de trapézio que encaixados e parafusados: eis a Ponte.
Ela é desejada por todos, até os mais rancorosos e rabujentos querem ela. Motivo?
O vento que entra do lado do mar, principalmente para quem vem de Vila Velha para Vitória, é uma benção, diria minha avó, ou o amigo 'Geléia'. è que para quem pedala de Capuaba ou para quem vem de perto mesmo, ali de Paul - com tanta poeira - agradece o ar litorâneo que preenche as narinas, coisas de Vitória que nem o tempo retira.
18 agosto 2008
13 agosto 2008
resposta a uma provocation:
"A Amy, você sabe o que acho dela: o mesmo que do Kurt cCobain. Uma boa música não precede de valores morais. Se fosse assim eu escutaria....
Quantoas drogas, talvez ela tenha muita facilidade, e o pó da Inglaterra seja muito bom."
(fala de um diálogo eletrônico. Monólogo? Coisa do fim dos tempos)
Quantoas drogas, talvez ela tenha muita facilidade, e o pó da Inglaterra seja muito bom."
(fala de um diálogo eletrônico. Monólogo? Coisa do fim dos tempos)
sobre a exposição (final):
[V CAPÍTULO]
Essa exposição só fará sentido se você não acreditar em seu potencial imaginário. Entende?
Para isso todos os lugares são reais e estão ligeiramente, polidamente estorvadospara que não esqueçasque não importa o quão potente seja a moto ou o casamento, não importa onde ele te leve. Ele é brinquedo.
P.s.: escrevi ontem, e acredito repensá-lo na íntegra seria descompensá-lo. Pretendo visitar o museu de novo. Vá você. Salte na rodoviária e atravesse a ponte, andando, um bom parâmentro do real.
Essa exposição só fará sentido se você não acreditar em seu potencial imaginário. Entende?
Para isso todos os lugares são reais e estão ligeiramente, polidamente estorvadospara que não esqueçasque não importa o quão potente seja a moto ou o casamento, não importa onde ele te leve. Ele é brinquedo.
P.s.: escrevi ontem, e acredito repensá-lo na íntegra seria descompensá-lo. Pretendo visitar o museu de novo. Vá você. Salte na rodoviária e atravesse a ponte, andando, um bom parâmentro do real.
sobre a exposição:
[IV CAPÍTULO]
O meu texto é um resumo, uma inserção nesse universo-feira, pois não tem como detalhá-lo assim como o Nelsón Lerner criou.Ele é um simulacro, algo como um simulacro infantil. Playground. Isso: play, jogo, de se deixar seduzir escorregar nessa vulgar passagem múltipla de escolhas, corredor-museu, largo o bastante para fazer você sucumbir aos devaneios de sua rigidez cultural. Vale experimentar.
Escolher para no final não poder crer. Afinal a arte não é arquitetura - lugar do concreto e não do imaginário - dessa vez pelo menos.
O meu texto é um resumo, uma inserção nesse universo-feira, pois não tem como detalhá-lo assim como o Nelsón Lerner criou.Ele é um simulacro, algo como um simulacro infantil. Playground. Isso: play, jogo, de se deixar seduzir escorregar nessa vulgar passagem múltipla de escolhas, corredor-museu, largo o bastante para fazer você sucumbir aos devaneios de sua rigidez cultural. Vale experimentar.
Escolher para no final não poder crer. Afinal a arte não é arquitetura - lugar do concreto e não do imaginário - dessa vez pelo menos.
sobre a exposição:
[III CAPÍTULO]
Isso tudo é um problema sério, ter que analisar, de certa forma fazer julgamento a cerca da minha intenção dentro de tal ação: adentrar um museu. Não sugere uma certa culpabilidade em meu raciocínio. Não, a bem da verdade é que estou tentando revelar minha ação, o que revelaria um profissionalismo, assim como curadores fazem quando escrevem seus textos, acertadamente colocados nas paredes do museu, até em duas línguas. O que o curador faz é clarear ao público que irá visitar alguns aspectos, para facilitar, ou até fundar o entendimento.
Daí pra frente é com você, dirá Paulo Reis, curador de outra exposição do Museu Ferroviário.
"Não é veraz nem é mentira, é arte". Essa frase é minha, creio, e achei digna de ser colocada entre aspas.
Isso tudo é um problema sério, ter que analisar, de certa forma fazer julgamento a cerca da minha intenção dentro de tal ação: adentrar um museu. Não sugere uma certa culpabilidade em meu raciocínio. Não, a bem da verdade é que estou tentando revelar minha ação, o que revelaria um profissionalismo, assim como curadores fazem quando escrevem seus textos, acertadamente colocados nas paredes do museu, até em duas línguas. O que o curador faz é clarear ao público que irá visitar alguns aspectos, para facilitar, ou até fundar o entendimento.
Daí pra frente é com você, dirá Paulo Reis, curador de outra exposição do Museu Ferroviário.
"Não é veraz nem é mentira, é arte". Essa frase é minha, creio, e achei digna de ser colocada entre aspas.
12 agosto 2008
sobre a exposição:
[II CAPÍTULO]
A primeira pergunta que faço é: qual seria o verbo para esclaecer qual o objetivo desse texto que exponho sobre uma exposição de artes? Delatar algo fechado entre quatro paredes? Esclarecer, esgotar? Complemento é a função desse texto.Apenas UMA seta em direção ao objetivo, ao local, ao museu - sim, acreditoque o problema é o espaço.
Desprovido de caos, o museu, esse espaço arrumado, sinalizado, balizado pra ser ocupado, incomoda, e aí será necessário problematizá-lo.
Instigar é o verbo e essa é a resposta. Pobre verbo, nos dias de hoje.Você iria consciente a um local para ficar instigado? Não. Hoje sim, talvez.
Vamos ao museu visitar, e nesse e neste caso: sou o guia.
(fim do segundo capítulo, a respeito da exposição de Nelson lerner no Museu da Vale do Rio Doce, em Argolas, Vila Velha, ES)
A primeira pergunta que faço é: qual seria o verbo para esclaecer qual o objetivo desse texto que exponho sobre uma exposição de artes? Delatar algo fechado entre quatro paredes? Esclarecer, esgotar? Complemento é a função desse texto.Apenas UMA seta em direção ao objetivo, ao local, ao museu - sim, acreditoque o problema é o espaço.
Desprovido de caos, o museu, esse espaço arrumado, sinalizado, balizado pra ser ocupado, incomoda, e aí será necessário problematizá-lo.
Instigar é o verbo e essa é a resposta. Pobre verbo, nos dias de hoje.Você iria consciente a um local para ficar instigado? Não. Hoje sim, talvez.
Vamos ao museu visitar, e nesse e neste caso: sou o guia.
(fim do segundo capítulo, a respeito da exposição de Nelson lerner no Museu da Vale do Rio Doce, em Argolas, Vila Velha, ES)
Nélson, uma manhã e apenas uma única noiva perto do mar
Ao entrar (ah!), o susto: dois macacos (barulho de macacos em uma igreja)-um casal- com trajes de casamento (cheiro de naftalina). No mais tudo eram bichos - sobretudo tigres, macacos (discovery chanel) e mais macaquinhos. Uma alusão a procriação, finalidade única do casamento sobre o parecer científico (sangue). Na entrada ainda: sala refrigerada, cerca de seis seguranças, um trajeto a ser percorrido e uma perplexidade a ser digerida: Primeiro pelo clima cool da Galeria, segundo pela plasticidade dessa sala , um cenário. De guerra. Orixás, santos, deuses hindus, totens midiáticos como o Mickey e uma dúvida: guerra e casamento. Combinam ou são a mesma coisa? (A dúvida) Pode ser a atitude mais (acertada) ponderar? (ao penetrar no status quo da arte?).
(fim do primeiro capítulo)
(fim do primeiro capítulo)
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Jornalista&corretor&guerreiro
- gustavofeu
- Jornalista, pesquisador, admirador da Ufes, da Usp, do cinema e da luz, fotográfica, ou não.