29 dezembro 2007

slow de movimento

deixa quieto agora o pânico corporal isenta a tentação ao lado e por isso me m. e por isso me m. e assim levo essa flauta em vida para produzir poesia, ouviu.

24 dezembro 2007

produção !


eis o dia o jornal no postin sinistrin.

vai passá, vai

fica aqui registrado o repúdio ao adiantamento do d.béu, festa do zé marie, direto da europa, pulverizando o que sobrou de criatividade nessas arestas. um shape achado mesmo com infiltra, uma ex lembrada a zóio e assim entre um porradeiro e outro família que sempre rola em 2oo7, deixaremos os reais créditos ao dia de amanhã, quando o passante ontem se esvai e o hoje empurra-se entre desejos inertes, uma singela homenagem ao chico, que em 1996, nos deixou a sós em caraíva. e só, nostalgia filha da puta.

28 novembro 2007

Altemar Dutra

é impressionante a vivacidade de entregar-se mais: amor, uma vez mais entre o sucesso e simplicidade, entre o hostil e o desejo, entre o medo e a beleza entre a rua e a calçada, coisa meio meio fio - contudo de vez em quando o que não está por um fio. Talvez o meu vizinho que escuta todas as tasrdes Altemar Dutra, enquanto tenta acreditar que tem dois filhos com aquela mulher meio indiana, que grita e arrasa com ele quando o mesmo bêbado passa dos limites. Domingo também.

20 outubro 2007

o peixe


esse é o mero, o peixe que acompanha-me em todos os rock's, em cas, no trampo, ...
amigo, meu peixe.
esse bitelo, deve ser primo do robalo. esse outro, descia, com certeza, o rio santa maria passando pelo canal por onde hoje a cinco pontes cruza. descendo e pululando, entre o mangue e a maré. agora imagina um peixe de uns duzentos e trinta quilos vindo á tona, num fim de tarde, e ali observando, você, ao lado de uma rinha de galo que tinha a maior iluminação da ilha a ponto de chamar atenção, sendo convidado por comerciantes ilustres a freqüentar uma reunião maçônica, tomando uma original, comendo umas piabinhas fritas, em uma zona de baixo meretrício já, há uns sessenta anos atrás...

11 outubro 2007

dur



a ìndia é simples.

an

18 setembro 2007

significa:

Aí vai a tradução: "ela disse, eu sei o que é estar morto, eu sei o que é ser triste, e ela me faz sentir (ou ela está me fazendo sentir) como se eu nunca tivesse nascido.Ela disse você não entende o que eu digo, eu digo não, não, não, você está errado, quando eu era garoto tudo parecia...era certo..."

17 setembro 2007

o quê significa?

(me by ment) ..."she said, i know what is like to be dead, i know what it is to be sad, and she's making me fell like i never been born. she said you don't understand what i say, i say no no no you're wrong, when i was a boy every thing was right..."

coisa de mother

Olá Pessoal,

Quero participar a todos vocês o endereço do meu Blog. Sei que apesar das dietas e dos regimes, quem não gosta de, de vez em quando saborear um docinho ?

Aí vai: bany-sweetcook.blogspot.com

10 setembro 2007

seu nonsensismo exarcebado no qual flutuei

imediatamente.
E de repente lá estava io feito criança no meio daquele nada a noite; e eles tinham se preparado para ela: a noite. Era um lago estremamente raso na beirada, manso em suas ondas. Porém – ah, porém - longo e pantanoso em sua extensão. Na medida em que andava pra esquerda, seu curso se tornava mais caudaloso e o número de soldados diminuia. Será ter sido influência do Mad Max II de ontem? Nem lembrei dele quando acordei naquele exato momento de fuga daquele que seria meu primeiro contato com o urso de cerca de três metros. Cada soldado tinha em sua frente uma pequena luminária de guerra, além de um seriado de quatro pequenos blocos e de frente a cada um deles existia um soldado, assim como eu (?), alguns conhecia. Mas sentia uma espécie de infantilidade latente e assim atravessava na frente de todos eles, até ter ido parar lá na frente. Estavam esperendo inimigos que viriam rastejando ou um navio? Era apenas um exercício de guerra? Ou estava no exército? O que restou foi uma fuga na púltima hora daquele urso que alegrou-se com minha presença. Antes, tropecei naqueles pedregulhos. Isso, estava treinando, resistir ao terreno mais esquisito para minha sobrevivência.

31 agosto 2007

A revolução da busca por livros!

Café com Sophia, sebo virtual, no Portal de Sebos Estante Virtual, www.cafecomsophia.estantevirtual.com.br

23 agosto 2007

direto da quitanda do tio mario quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim...

Só preciso de alguém que viva por mim, que queira

estar junto de mim, me abraçando.Não exijo que esse

alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame,

não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto,

gostem de mim...Nem que eu faça a falta que elas me fazem,

o importante pra mim é saber que eu, em algum momento,

fui insubstituível...E que esse momento será inesquecível...

Só quero que meu sentimento seja valorizado.

Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu

rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...

E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que

estiverem ao meu redor.Quero poder fechar meus olhos e

imaginar alguém...E poder ter a absoluta certeza de que esse

alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que

faço falta quando não estou por perto.Queria ter a certeza de

que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza

pelo que sou, não pelo que tenho...Que me veja como um ser

humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos

que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente

importa, que é meu sentimento...E não brinque com ele.

E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para

que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer,

quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...

Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe

vitória sem humildade e paz.Quero poder acreditar que mesmo

se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não

desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito

e serei plenamente feliz.Que eu nunca deixe minha esperança

ser abalada por palavras pessimistas...

Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima

em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".

Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa,

de poder dizer a alguém o quanto ela é especial e importante

pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...

Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse

sentimento.Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada

foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às

amizades a as pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre

dei o melhor de mim... e que valeu a pena!!!

Mário Quintana

26 julho 2007

isso não importa & tal como o pai. com

Triste é pensar que o seu pai quando nasceu viu que você seria um bunda mole. Sim, ele não era e aquilo cristalizaria uma duvidosa vida a sua felicidade. Sim, já tinha uma casa, uma das primeiras construídas nessa merda de cidade, tinha um emprego - já fudido, obedcendo a abnt!, e o seu filho nascera com um q de bactéria puro. Era mole, lindo de morrer, tipo quele de olhos azuis lourinho ou então aquele neguinho perfeito, tipo Robson Caetano ou até Michael Jordan, e então o que fazer: simples, dar a ele de presentes uma série inesgotável de tênis apertados. Sim, peito de borboleta, por que você nunca seria um agricultor - morava na cidade, filho de um pobre entre os ricos - para sentir a humilhação de ter de ir pra casa numa kombi enferrujada, não saber jogar futebol - até por que o bactéria-mor só dava cacete como lateral daquele time recém fundado na capital, e para completar: filho de cachaceiro - cachaceiro será.
Seu pai era lírico, adorava carangueijo, comia todas as p. da região, e sua puta, sua mulher enlouquecida da silva nunca daria a nenhum outro, por que o cinto era grosso e aquele trabalhara demais. Assim, forjado por entre o cheiro puro de um roseiral e uma seqüencia infindável de xotas manas ele foi de punheta em punheta esculpindo aqulea que seria sua mutação amorosa: uma mugle meio da roça -pura como a terra distante de fertilizantes e loira como as filhas de americanos maçônicos. Pra balancear, uma família negra como vizinhos, com a qual batizou a matriarca de : meu filho, essa será a sua segunda mãe.

24 julho 2007

Talvez não.

Talvez estejamos vivendo um tempo de grosserias isoladas. Não tão mal isoladas como o aeroporto de congonhas, inserido que ficou em meio ao recheio de carros, pessoas e cimento. Literalmente se fudeu.
Talvez vivemos em um espaço-tempo onde devemos ser negros. Homossexuais. Adultos e crianças, artistas, e mal jornalistas. Padres, craques, pais e cegos.
Talvez devamos gostar das criancinhas que possuem bundas acentuadas e apagar os velhos das calçadas.
Não devamos nos tocar, nem nos corrigirmos. Talvez.
O certo é que o pão e o café continuem subindo, embora plantemos eles em nossas terras. E o papel da revista playboy continue subindo.
Talvez não.

17 julho 2007

Quase-anárquico

Um movimento bem interessante vem acontecendo na Grande Vitória, especificamente, e tem suscitado a opinião das pessoas, que não têm onde emití-la em um devido lugar. O pulo da roleta. É uma atitude de usuários do sistema coletivo que não pagam as passagens, de um e setenta e um e oitenta e cinco, dependendo se for municipal ou sistema transcol.
Diga-se de passagem é um sistema eficiente e com uma das passagens mais caras entre as capitais brasileiras.
Os principais horários de ocorrência são após as dez da noite. Até as quatro da manhã pessoas que frequentam bares e baladas voltam pra casa de ônibus e praticamente certo é, um acordo com o trocador. O pessoal aí pula a roleta, combinado ou não com o trocador. Quando não é assim, o responsável pelo troco acorda com o usuário para saltar pela frente com o consentimento do motorista.
A passagem cai pela metade, ou sai por um real, deixa-se o vale e recebe-se cinqüenta centavos de troco. Será que a saída seria o passe livre nesse horário?
Então a pergunta é: Será que a saída seria o passe livre nesse horário? Você concorda ou não com esse tipo de prática que envolve uma situação delicada de desobediência civil, as vezes álcool e até a polícia, quando o(a) trocador(a) solicita ao motorista que ache uma viatura na madrugada para a interferência dos policiais? Dê sua sincera opinião.

09 julho 2007

Di passagem sem título - Aí moleque maior zueira, desci jucutuquara inteira passei em frente ao desaviso, exorcizei logo a raiva, lavei a alma com o suor apesar da boca seca minha pele tá ressecada por que será será a birita será a maldita, será, só sei que estiquei o passo e ainda passei antes na tribuna para deixar um panfleto ai di qualé peguei outro desci na gurigica, antes camisinha peguei tô cheio agora dá pra pegá aquelas molecas, vai ser a maior farra só não podem chegá os vigila do patrimônio senão eles quererão comer o rabo delas e de relance até deixa quieto não quero desafeto só quero afecto.

A felicidade.

O dia de manhã bem cedo aqui perto do morro do romão é incrível, sua luz é suave e deixa passar ares de frio, em meio a rua onde cidadãos passam para irem trabalhar, estudar, comprar pão, zoar na school, maneirar no trabalho, chupar chicletes e comprar cigarros. Aqui onde moro o sol me seduz mais que o barulho, assim acordo cedo por livre vontade e passo o café logo cedo para não bailar dentro de um planet tão abençoado. Seja por Shiva, Jesus, Marabharatha, ou por Salomão, Paulo, são tantos exemplares, até Flávio Gicovate me permito.
Alguém roubou minha escopeta, tenho ainda a faca. Alguém roubou minha geladeira, tenho ainda o frezzer do supermercado, alguém roubou meu sono tenho a outra noite, só tenho o que me permito ter, costumo repetir receitas, como ler os códigos diários e evitar os inimigos invisíveis.

04 julho 2007

A volta.

Imprescindível entender como funciona o diálogo, em suas possibilidades limitadas pelos ambientes e pelas circunstâncias. A circunstância é fruto do tempo e das pessoas nas quais a possibilidade de comunicação se inscreve. Quanto ao ambiente, pode se configurar um cerceamento até voluntário, como também um infinito local de viver.
A possibilidade de comunicar-se pode-se mostrar um logro, cilada de sedução onde a mensagem, o meio, parece ser incompleto em forma e conteúdo.
Nesse momento, uma Lua cheia, um turbilhão de informações e até a tirania fundada sobre uma hierarquia absurda e qualquer, detonam outra superfície e expõem, não a noção de esquizofrenia que leio ao olhar, mas sim um masoquismo que enxergo. Sentir a dor será inevitável. Contudo, pior pelo risco do isolamento crescente, a perda da sensibilidade que denunciará a dor, é o trauma oposto, não a aversão a agressão, e sim um claro menosprezo.

os artista.

O apelo social é enorme. Invade (os) olhos. Infelizmente não é possível ver todos. Seria um suicídio. O que se quer e o que se tem para dar não coincidem e assim, sem ninguém, ninguém questionar, vão dando-se as ações. Os únicos que se movem são (os) artistas.

A contemplação a beira de uma árvore.

A formiga carrega sua folha
pesada e cortada pel lagata
irá fazer não sei o que com ela
alimentar as crianças.

(para alguns a formiga é exemplo de produtividade, para outros o avesso. Descansa trampando, é lerda demais.)

Perceba que o esforço e o alimento
são sempre dependentes
força que torna poesia
raiz folha caule semente.

Folha e flor
buquê de flores
café malhado
o sabor da vida amargo.

Bombeirinhos brincam junto aos
carrapatos e os grilos.

[prosa desafinada d'entre dois convivas: Piatã e Gus]

O limite espacial.

Espécie de ignomia, estado de isolamento mental e ainda, preocupar-se com dinheiro. Todos os sentidos, quase todos abertos, em sua potencialidade. A verdadenão consegue descolar dessa visão filosófica: um ser vendo do alto, movimento de formigas desvelando a fadiga, o desejo e a imaginação. São bizarros risos e comentários roucos o que ouço, resta o silêncio.
Fumar para não perder o sentido de superfície inerente ao bar. Duas gostosonas adentraram o recinto. Fadigadamente falo: eis um intervalo para olhá-las.
O bar é algo assim: podem estar flando de você contudo não é indício de que isso chegará a você com a mesma força de antes. Desnecessário citar nomes, o que são nomes. Forte é a expressão assassina, que executa o percurso de a até b, sabendo que antes passará por c, por d, o tempo atravessa todos.

O antigo.

As putas têm algo em comum com os margi, os gangsta. Umas e outros.
Imaginação. As calcinhas das putas tem ar de sexo.
Bucetas são algumas coisas: pentelhos e uma almofada de carne.
Cheiro de xixi empregnam as calcinhas. O cigarro é um sabor de complemento, assim como dizem os machistas sobre o sentido fálico do cigarro.
Ambos possuem clientes.
J.C.R.N.

28 junho 2007

enquanto
os dias passam, horas são flores manipuladas, pelo coração do lobo e
enquanto
isso: me duplifico em progressões geométricas.



sons incomodam meu sono

o vaso escoa meu sonho

e a única justificativa: eu não sou o único.

passar batido

não se deve deixar passar batido na próxima semana, o aniversário do planetário. como consta nesse alfarábio, haverão duas palestra dias vinte nove é amanhã, isso, já. a outra dia seis de julho, 19 horas.

o théatre de séraphin

baudelaire, charles - nasceu em paris no dia nove de abril de mil oitocentos e vinte e um, com dezenove anos apenas, abandonou a família e passou a levar uma vida desregrada e boêmia que o levaria a correr o mundo, a fazer uso das drogas e contrair uma doença venérea grave da qual viria a falecer no dia trinta e um de agosto de mil oitocentos e sessenta e sete, com apenas quarenta e seis anos. suas obras revolucionaram a poesia francesa e européia.

[o théâtre de séraphin era um teatro de sombras chinesas e fantoches que era localizado na galeria de valois, no palais-royal, e mais tarde, no bazar européen, boulevard montmartre.]

'o que se sente? o que se vê? coisas maravilhosas, não é? espetáculos extraordinários? é muito bonito? muito terrível? muito perigoso? - essas são as perguntas comuns que fazem, num mixto de curiosidade e temor, os ignorantes aos adeptos. parece uma curiosidade infantil para saber, como a das pessoas que nunca saíram do quintal de suas casas quando estão na frente de um homem que está voltando de países longínquos. imaginam a embriaguez do haxixe como um país prodigioso, um vasto teatro de prestidigitação e mágicas onde tudo é miraculoso e imprevisto. isto é um preconceito, estão completamente enganados.'

26 junho 2007

Ali.

O maior desafio para um conviva solitário é quebrar sua mesa, seu silêncio enraizado em seu polietileno de cor verde. Pois igual a ele existe ele, e ele, e os dois ali, conhecidos, como em uma roda de rua quando de chinelo de dedo sentindo o frio a entrar pela bermuda no fim da tarde, da noite, sob a luz do poste. Porém cada um na sua freqüência.
Omitir o silêncio frente ao vazio pode ser à alguns o mais ousado dos exercícios, é a forma de experimentar vivenciando a prática da solidão no coletivo, ali, parado, agora só silêncio, quem sabe uma música que afunda depois.
Pouco a se falar, muito em poucos segundos de repente, talvez minutos - essa é a métrica do discurso, a essência (tal conteúdo) aflorada pelo meio - discurso opaco ,às vezes. Algo 'frenético', um espasmo em meio ao vazio.
Os olhares comprometem. As falas viram promessas. Quem será capaz de ingerir uma garrafa de cevada em meio a uns dois cigarros - seus ou do conviva ao lado, pode contar, equilibrar 'espasmos de linguagem', invasões pré-condicionadas como falas que desabafam respirações extremamente controladas? Ar nauseabundo. Uma imbecilidade diria algum, chamaria de vaidade outro.
É um querer estar sem ser inoportuno como já sendo,os olhos podem saltar de suas órbitas anunciando um desejo, vários, 'hanna'. São as vontades escondidas e para tais: filtros dos sonhos dispostos ao céu do prédio para inibirem qualquer desassossego da alma, seu esvaecimento.

25 junho 2007

Shalimar, o equilibrista

O equilíbrio...
Surya, o Sol
Chandra, a Lua
Budha, Mercúrio
Mangal, Marte
Shukra, Vênus
Brihaspati, Júpiter
Shani, Saturno

e a possibilidade do contrário...
Kaam, paixão
Krodh, raiva
Madh, embriaguez
Moh, apego
Lobh, ambição
Matsaya, ciúme

M.Merleau-Ponty & punk

"Na realidade, essa pseudopositividade do meu presente é apenas uma negação mais profunda ou redobrada." (M.Merleau-Ponty)

O punk vive na arte. O punk é um estado de consciência onde o excesso de valorização do capital bizarra ao máximo.

A idéia.

A diferença entre ser e não-ser um marginal, está em colocar-se dentro ou fora da vida a margem. Certo é, que essa escolha é pra poucos (sinc). Contudo deixar o senso comum e agarrar-me a excessão parece mais interessante, e natural até. Aliás, deixar o senso comum, as pessoas em geral colocá-lo onde lhe é devido segundo a opinião delas, não é legal. Vá pra margem se quiser.
Passar pela porta, ou ficar 'marcando' um tempo', subir as escadas 'e desafiar a modéstia', colocar ou não a mão nos corrimões 'e deixar ou não o lobo mau lhe comer'.
Vestir-se assim (!) a ter movimentos ricos, peculiares a algumas ações, a ter parcimônia em portar-se arrumadamente, confortável aos olhos do outro, de um conviva, (sinc), blefar com um sapato digno de executivo.
'Saber respirar o ar nauseabundo onde vivem os criminosos'. Arthur Hailey. O tempo, exatamente ele, permite essa escolha, como uma estrada: dê a seta: D.Martins ou Guarapari (?), escolha rápido, como um começo preciso, direita, esquerda, centro nunca (!), olha a placa de divisão, 'caráca', dentro, fora, sem o intervalo.
O marginal está a margem da sociedade, olha o senso comum aqui, o margi, ele, vive no primeiro fio do LP social, e por isso pendurado, na 'beirada', na beira do abismo. Está fora, dito excluído. Se ele achar 'que nada viro o lado!' pode até ser digamos, diferente. Contudo, no fio, ele está no ponto em que se permite visualizar o lado B desse nosso vinil empueirado. Seria o perverso, o intervalo. A questão dentro fora é geográfica enquanto o intervalo é psicológico, sim.
Será o seu paradoxo, que o colocará a margem, por blefar e falar a 'verdade', se simples fosse, a margem essa extensa faixa do ócio a espera do novo posicionamento, lícito ou realizando crime para quem não tem a coragem de lavar as mãos. Sujá-las sim, antes.

22 junho 2007

O Cheiro.

Luz. O cheiro do chão cinza riscado lembra a parte da área de serviço do apartamento que morei. Falando a verdade especificamente o desinfetante de Eucalipto guardado embaixo do tanque de porcelana branco, surpreenda-se, um cheiro bom. Quando limpo, esse mesmo piso,que só existe em recintos, salas de aula, ambientes públicos, causa ruídos despercebidos e agarrões aos pisantes mais novos, como o meu, por conta do aniversário, na última terça, 33 anos. O balcão em metal inox e as duas pias da cantina chamam a atenção para uma arquitetura concretista que marca toda a região. A biblioteca, com seus três andares ao lado do r.u, todo quadrado, rebaixado e lacrado na parte de cima com grades, são exemplos da força desse encantamento.
Ameaça real. O olhar flutua como buscando um céu limpo azul, em meio as informações, quase todas em forma de gravuras, uma imensa pele de colagem. Lá existe uma sala com telefone e ar condicionado destinada a uma organização maior dos estudantes, um diretório, diretório central. Paúra é o que sinto ao mensurar descrever a vocês a infindável colagem em toda parede do bar, desde o teto até embaixo do balcão. Depois o hip hop americano que resiste a tantas tendências ousadas de romantizar a sala e seus momentos. Digo por que vejo-o presente na televisão antes das seis e em menor número na junkebox. Pode-se dizer que estamos adentrando um ambiente 'gangsta', com seus lados claros e ocultos, que a quem conhece é dada a faculdade de revelá-lo. Quase ninguém quer fazer tal curso, e tenho percebido que o olhar revela aquilo que primeiro se esconde.
Ser ou não ser: eis o quentão. Sim ao certo aquele lugar lúgrube não foi feito bar apesar da cantina, escolar, e que vende incontáveis cintras a um e noventa. tem também skol, antárctica, brahma, mas quem quer perder uma a cada duas? É quase isso.
Você está querendo sentir novos ares? E assim abrindo todos os dias as onze da matina, o mini vai ganhando contornos, e lá pelas quatro começa a encher com seus frequentadores, convivas meus, e desafetos também, todos em busca de um pouco de frio, uma espécie de sombra noturna, onde parece oferecer ao usuário o encantamento com o inferno. É ilícito, por seus contornos. São cercas, grades, caminhos marcados e concretados facilitadores de controles ostensivos e que separam o buteco da autopista. Seria como se uma porta mágica abrisse nesse instante já começou, já são quatro horas, tenho que ir até lá, sentar na cadeira e esperar os fatos ocorrerem naturalmente 'sem que sejam forjados para acontecer'. Até então as seis o que se vê é uma sede descontrolada por dentro só inibida e equilibrada pelos últimos raios de sol.
Faça amor não faça guerra. As guimbas de cigarros diversos misturadas as cinzas pelo chão, fazem meu tênis deslizar, os mosquitos existem assim como algum odor da fossa mais próxima. Pedaços de plásticos, tampas de refrigerantes engarrafados no plástico e algumas sedas engorduradas já encomodam o olhar ao chão.
Esportes radicais e montanha russa proporcionam a mesma adrenalina que as drogas. Drogas. Sim ouço barulho nas escadas. Faça barulho, comendo biscoito encaçapando as bolas da sinuca e contando suas moedas. Vem vindo alguém, são dois três talvez alguma mina e ah, são as anjas negras, elas gostam de vestirem-se de preto é o que posso relatar. Nesse momento o crime mais comum é cometido, flertar a menos de três metros, quando o corredor de acesso não mais distancia.
Quais são suas intenções, você nõa deve ter tomado banho esses dias e não gostarei de ficar muito perto, mais de ti preciso para compensar meu excesso de química, essa pá de detergentes que passo no cabelo, nas unhas, no pelo, a roupa cheirosa e já não acho o meu cheiro.
O tabaco nessa miragem a espera de um oásis entende me puxa pra superfície, não me permite afundar, ao contrário da música. São argumentos, ações, e perdas equilibradas, encher o copo, vigiar sua garrafa, tragar e manter-se paralelo ao eixo, às vezes sê-lo.

04 junho 2007

impostos e corrupção

Uma coisa é certa: se nosso país é um dos que mais tem impostos - estamos trabalhando até agora pra pagá-los por esse ano, essa foi a semana em que esse 'tumor burocrático' mais doeu em nossa pele. Só pode, pois uma série de mídias trouxeram o assunto a tona e talvez a mais importante das informações foi repassada ao público nessas últimas horas. A pesquisa tão polêmica que evidenciou a informação traz dados sob forma per capita. Isso quer dizer que alguns sonegam tais impostos por que desonestos são, outros por que pobres e miseŕaveis e outros, então esses pagarão impostos até o final de julho, esperançosos que no ano que vem valores unificados nas esferas estaduais e federais venham amenizar esse peso. E como já é de se sentir, a mais prejudicada é a velha classe média, esses que vêem nascer bolsas de todas as espécies e ficam a mingüa, chupando dedo, desde o começo dos anos.
Outro fator incomodante como um corte no dedo é a definição que temos pra corrupção. Em pleno século XXI, quando a lei mais contundente e vigente é a livre concorrência, acredito que nossa ingenuidade nos deixa confundir corrupção com lobby, é o que imagino. Pelo menos quando a Vale foi vendida para a Arcelor e depois para a Mittal, como também quando a Garoto foi vendida para a Nestlé, o Cade, o conselho que regularizou a segunda compra foi o método encontrado pelo Estado pra intervir na segunda transação. E se lembro bem n primeiro caso o que percebi é que a livre concorrência entre as gigantes do ramo da mineiração agiram de forma digamos indecorosa, com propostas que tentam anular em uma competição aquela que ameaça o líder.
Qual será o verdadeiro limite, aquele que nossa burocraca não enxerga, que difere a livre barganha do ato sem escrúpulos, aquele sem honestidade. Sim, o conceito de corrupção está ligado umbilicamente ao de Estado.

29 maio 2007

pulmão do mundo

Essa discursão que surgiu a respeito do aquecimento progressivo do planeta Terra gerou uma enorme produção de matérias jornalisticas na tv, no rádio e nas revistas, chegando ao ponto de virar um mote para uma acirrada prova entre duas equipes de um 'reality show'. Assim, em um curto período de tempo desencadearam-se raciocínios na maioria das vezes os mesmos, sobre a elevação da temperatura no planeta no qual residimos, existimos, habitamos, e que refletem de uma forma geral, atitudes arcaicas que reproduzimos mecanicamente há décadas, séculos e que agora despertam alarmes em níveis cada vez mais altos de atenção.
Antes de a expressão 'aquecimento global' espalhar-se pelo senso comum (um termo cunhado há no máximo duas décadas), o termo anterior mais comum e que refletia esse cuidado ecológico com o planeta era 'pulmão do mundo'.
Associava-se erroneamente que o oxigênio consumido por nós para sobreviver vinha em maior escala da Amazônia, com suas incontáveis árvores, um ecossistema sobretudo de intensa umidade e transpiração.

28 maio 2007

conveniente I - a série. capítulo de hoje: o passeio

Conveniente deixar um registro histórico, sem pretensão de sinopse ou crítica, por escrito, de projetos fílmicos e videográficos começando pelo "O Passeio" de Virgínia Jorge.
"O Passeio" começa no Centro de Vitória e termina dando a impressão que encerra-se por lá mesmo. É a história de um passeio pelo centro em um dia frio, meio nublado com direito a bigode mal feito. É uma narrativa 'em terceira pessoa', onde a câmera mostra-se ao lado, espreitadamente observando um único cidadão, em meio a multidão - importante dizer esse era o objetivo, ele meio desavisado, talvez um desempregado, com uns parcos tostões pro cigarro, cabelos molhados e jogados pra trás, comum aos homens como meu avô. Bigode e cabelo penteado pra trás, finalizado com uma navalha na nuca, precisão simples.
Então o primeiro plano é uma travessia de pista, ele passando pela Princesa Isabel, ao lado dos Correios, segue, agora sim começa: em frente aos Correios na Jerônimo Monteiro, o plano é bem belo. Confusão da calçada mais concorrida de Vitória. Uma caminhada curta até a Praça Costa Pereira, e um descanso.
Sem um troco pro pastel&caldo de cana um bode na praça. De manhã cedo.
Depois, o fim, a finalização de uma patética saída de casa, sem nada pra fazer, sem disposição ou sem empregos na cidade, época de desconfianças quanto ao futuro. Isso, Vitória em preto&branco, sob o olhar de uma panasonic com seus seis quilos.

18 maio 2007

se aparecer segure por onde der

Opportunity (Pete Murray)

And so it goes another lonely day
Your savin time but your miles away
Your fly was drownin in some bitter tea
For seeing lost opportunity

Find your mirror go and look inside
And see the talent you always hide
Don't go kidd yourself well not today
Satisfaction's not to far away

Hold on now your exits here
It's waiting just for you
Don't pause too long
It's fading now
It's ending all too soon you'll see

Soon you'll see

Your coffee's warm but your milk is sour
Life is short but your here to flower
Dream yourself along another day
Never miss opportunity

Don't be scared of what you cannot see
Your only fear is possibility
Never wonder what the hell went wrong
Your second chance may never come along

Hold on now your exits here
It's waiting just for you
Don't pause too long
It's fading now
It's ending all too soon you'll see

Soon you'll see

14 maio 2007

sabedoria, william shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença entre dar as mãos e acorrentar a alma.

E você aprende que amar não significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. Aprende a aceitar suas derrotas com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E começa a construir suas estradas hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para planos e o futuro tem o costume de cair em vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol te queima se você ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o tempo que você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa aprender a perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se levam anos pra construir confiança e apenas segundos pra destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiros amigos continuam a crescer mesmo a distância.

E o que importa na vida não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam.

Descobre que as pessoas com que você mais se preocupa na vida, são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que a vemos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes influenciam sim sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos...

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado, algumas vezes temos que perdoar a nós mesmos. Aprende que com a mesma severidade com que se julga alguém, você será algum momento julgado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não vai parar para que você possa consertá-lo.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás, portanto plante seu jardim, decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. E percebe que realmente é forte e pode suportar ...e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que a vida tem seu valor e você tem valor diante dela.

E que nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem e a felicidade plena que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar!

30 abril 2007

depois vem o distribuído no dce da ufes / vitória

(TEXTO ANÔNIMO DISTRIBUÍDO NO METRÔ DE PARIS EM JAN/1990)
Atualmente, existe uma mudança vibracional imensa dentro e sobre a Terra.
Todas as formas de vida sentem um aumento de energia espiritual, à
medida que esta penetra nos reinos interiores. Esse fato acelera a evolução
dos modelos de comportamento, sejam eles positivos ou negativos.
Haverá, aparentemente, um aumento acentuado de eventos negativos. Nesse
período, esses comportamentos serão alterados e liberados, como se
fossem poeira levantada pelo deslocar de um objeto que tivesse permanecido
imóvel durante muito tempo.
SAIBAM QUE, DURANTE ESSAS TRANSFORMAÇÕES, UMA FORÇA INTERIOR APARECERÁ.
Vocês receberão as vibrações divinas como nunca aconteceu antes e deverão
voltar sua atenção, continuamente, estabilizar sua energia, de modo a ficarem
prontos para as próximas mudanças.
Essas mudanças virão como ondas, aproximando-se sem parar umas das outras.
Não se deixem perturbar. Não detenham suas atenções naquilo que está dando
errado. Vocês estão se sentindo cansados? Encontrem seus fardos e deixem-nos
cair.
Vocês acham os alimentos repelentes, os pensamentos negativos, os hábitos
quebrando sua harmonia, as pessoas cansativas? Liberem-se e elevem a
freqüência do seu corpo físico. Coloquem-se em harmonia com o coração pura
da terra-mãe e façam, nela, vibrar suavemente os seus corpos.
Para alguns, este período parecerá difícil demais. Têm medo de não conseguir
superá-lo e escolhem entregar-se à morte, aos tóxicos, à doença ou à
loucura, como modo de escapar desta realidade. Saibam que não existe meio de
fugir dessas transformações e nenhuma razão para temê-las. Saibam também
que, agora, toda a resistência à verdade trará repercussões imediatas.
Permaneçam o máximo possível conscientes desse fato. Cooperem com a ordem
elevada da qual todos fazemos parte. Observem as trocas e os aumentos de
movimentos. Vocês verão um fluxo rápido, tão rápido que será difícil
acompanhar as notícias, os progressos em muitas áreas e, também, a
decadência dos sistemas e organizações tal como se apresentam hoje.
A chave de como atravessar esses momentos é simplificar, centrar-se, ser um
canal para as mais elevadas energias de amor e de verdade que, neste
momento, estão penetrando no nosso planeta.
Recebam, cada vez mais, pureza, e tenham confiança na expressão espontânea
vinda do coração. Desse modo, suas sensibilidades individuais aumentarão.
assim como as capacidades de suas glândulas, nervos e corpos sutis em
receber e dirigir essas energias em quantidade crescente sem provocar danos.
NÃO TEMOS MAIS TEMPO para nos dar ao luxo de um desenvolvimento por etapas
definidas, vagaroso e gradual de assimilações. Aqueles que se encontram no
sentido das mudanças serão levados a níveis superiores e terão suas
capacidades ampliadas...
MEDITEM MUITAS VEZES. CONCENTREM-SE CONSTANTEMENTE NA UNIDADE E NO MOMENTO PRESENTE.
ABRAM SEUS CORAÇÕES... REFORCEM SEUS CORPOS FÍSICOS...
ABANDONEM OS TÓXICOS E VÍCIOS... APRENDAM A DESCANSAR REALMENTE E PERMANEÇAM NUM ESTADO DE ESPÍRITO ALEGRE E LEVE. RECEBAM O ALIMENTO SADIO NOS MOMENTOS NOS QUAIS VOCÊS ESTÃO EM ATIVIDADE, SENTINDO O
PROCESSO DE CANALIZAÇÃO.
QUE A GRAÇA E A PAZ ESTEJAM COM TODOS VOCÊS.

20 abril 2007

o amor e alice
coisa mais linda que vi de perto quando fechei os olhos e beijei sua boca (boletim de ocorrência!) ontem de noite após tomar uma crystal no mais próximo buteco, tipo chico science, via maria esperança e sabia que ela me salvaria. sabe, de repente a batata de buteco se encarregou de unir meus olhos e aqueles seios maravilhosos, pequeninos e daí então pra começar a mentir foi um pulo. sabe, disse que meu nome era o dela, que meu gosto era aquele, e era. aquele cheiro lavou minhas narinas com algo saudável, não fosse o walker (sinc). estive inebriado com sua pele e agora alice feito criança ficarei cinco dias sem lavar as mãos, sujas, unhas ruídas, quem sabe traga sorte, sexo, e você.

03 abril 2007

diário de bordo

a lua cegou mais uma vez os seus observadores fiéis. já não acho esses textos relevantes a ponto de criar paixão. agora só penso em ganhar tempo - disse Paul.
estava bêbado, com a barba feita e os olhos ainda amassados por dois carros: um que tocaram fogo e outro capotado - disse Jonh.
o gol era 2007, ainda tinha 'cheiro de fábrica' - ressaltou gid o filho mais velho , com cerca de seis anos. seu cabelo era vermelho como um verdadeiro ruivo. mas iria ficar castanhos aos nove, tempo o suficiente para o sol queimá-lo.

27 março 2007

eliane escoubas em 10 linhas

Heidegger, Blanchot, Nietzsche, Kant, Schelling e Maldiney. Agora entro. Ainda citou Deleuze.
Uma maravilhosa coletânea de frases ditas e reeditas em francês.
Como num desafio, para dizer algo diferente.
A melhor frase é esta: antes, não há reconciliação entre o apolíneo e o dionizíaco, sinto dificuldades para organizar o pensamento, e olhar a imagem, este 'ente' que aparece ao desaparecer, é o que lembro. O contraditório do tempo, fugaz e eloqüente como o barulho provocado pelo silêncio. Antes a imagem é a forma de aparecer daquilo que aparece. A natureza também imagina. A arte é a verdade do sentir. [eliane escoubas em 10 linhas]
Obs.: ela ainda citou a frase de Merleau-Ponty e eu perdi-a quando ia buscar o papel de anotações ainda também o lápis; o meu headphone parou de funcionar > bem legal.

anotações

Toda pergunta contém em si a resposta, toda negação produz uma nova afirmação e fica mais falso meditar, queria dizer – fácil, porém não é difícil contornar o erro, o engano, enfim.
A filosofia não deve ser só contemplação, principalmente quando estamos lendo, fumando, meditando, e pretendendo falar de algo prático, que diz respeito por exemplo aos projetos de agora, planejamentos estratégicos no cerne da atitude filosoficamente falando.
Onde planeja-se produzir um momento de contato com a religiosa por isso sagrada profundeza do ser.
Isso que se sintetiza quando no escuro aquieta-se e;

Projetos sem dinheiro sobreviver, sobreviver com dinheiro, “eiro, eiro, eiro” gritar(ia) Science.

maria filomena molder fonte de inspirar em o corpo sem título.

Um rosto oculto que não nos assemelha, habita estes buracos e estes casebres que somos.
O gato que se lambe antes do amanhecer. A crítica é um gesto sempre imanente.
A indiferença é a mais comum formalidade quando casebres. Interessante manifestar primeiro a sonoridade da palavra casebre, ainda se acentuada, o que traz a tona o que está oculto, a casa portuguesa, onde senhoras choram pelos maridos, viúvas. Um romantismo exacerbado. A escolha do gênero da palavra formalidade foi intuitiva como se ela surgisse em minha frente, vinda na minha direção.
Terceiro, o bigode revela a face do observador, algum animal como um felino ou leão ao mesmo tempo que instiga a procriação de outras máscaras..
Curo-me com o silêncio da falta de um barulho, ruído, som.
Fernando Calhau, que confessa ser um romântico.
A objetividade e a sobriedade da crítica procedem.
A sua legitimidade (da crítica) não assentava (no papel) no poder de julgar (para os românticos). Mas no desdobramento interno da obra.

22 março 2007

será poça ou espelho?

'Uma contundente e rasteira leitura sobre Lygia chamando de Suely Rolnik' ou 'O eco da última fala: o texto que Suely deu a Lygia'




A destituição do espaço museológico pelas novas forças da arte, e a presença de Lygia Clark como uma espécie de porta-bandeira dessa causa e dessa natural necessidade são os dois pontos onde começa o eixo da argumentação de Suely Rolnik. Possivelmente os dois pontos iniciais.
Lygia Clark é o escudo com o poder de lançar luz sobre os sentidos _ privilégio para o olhar sempre houve e foi o que Lygia Clark ressaltou, sem pudor, como um tesouro achado para os cegos. Lygia sempre solicitou a percepção explorada em cada um dos cinco orgãos dos sentidos corporais. Falar desse corpo vibrátil, esse corpo-sentido que atua no campo de forças além da percepção, o conjunto que afeta esse corpo vibrátil, campo de realidade sensível constantemente alterada por movimentos, sons, ruídos, embustes, até chegar em uma guerra do não-verbal, o insosso (palavra de cunho pejorativo) magnífico utilizado para a fantasmagórica guerra social. Movimentos esse insossos, repito, geradores de crise e de subjetividades que mobilizam o pensar. Para isso Lygia cunhara experiências estéticas que exorcizavam a fantasmática do corpo, produção bizarra feita por experiências traumáticas que brotam nos 'menores sinais' de sistemas sociais totalizantes. “Cheio sensível no vazio de sentido” disse Rolnik, na inauguração de um novo espaço ou a visualização de onde o corpo vibrátil se aloca. Ãh, Lygia?! Lygia Clark Chamando é o título das palavras de Suely Rolnik.
A crítica ao espaço museológico coincide com o início do desertar dos artistas , que a partir da década de 60, começaram a recearem-se do espaço por desacreditarem-se da possibilidade de desenvolver a investigação estética nesses locais, “ sob pena de abafar sua força poética”. 'A favor ou contra os museus : um falso problema' suscita que a resposta já existe, para uma falsa questão.
O texto da professora titular da PUC-SP Suely Rolnik tem o prefácio da própria Clark quando em paris, em 1969. “no próprio momento em que o artista digere o objeto ...” assim começa o prefácio. Para então entrar com “A vocação do espaço museológico como lugar de exposição e arquivagem de produções artísticas encontra-se hoje na berlinda”. Discorre cerca de oitenta linhas, em uma visão desenvolvida por outros críticos como Fernando Cocchiarale (PUC-RJ e curador do MAM-RJ). Fernando desenvolveu 'O Espaço da Arte Contemporânea' O percurso de Lygia Clark, na parte ' Uma Trajetória em Direção ao Paradoxo' cria a princípio o apoio de sustentação do texto, como havia dito e reforço. que desenrola-se em ' A Estética...' também Clark para depois cunhar o ' A Obra se esvai' quando fala “ De fato , as propostas de Lygia Clark que implicavam o corpo do receptor foram mostradas pela primeira vez em 1968 , na Bienal de Veneza, e na mesma época , ...” . 'Memória do Corpo: do objeto ao acontecimento', 'Forças Poéticas no museu?', ' Arquivo vivo ou morto'! E para finalizar a luta contundente e rasteira' ' A favor ou contra os museus: um falso problema'.

Este é um texto que acopla um olhar de 'superfície', citando também como Rolnik Deleuze. Um distanciamento que produz um efeito plástico e ilusório, senão quando produz uma dúbia imagem. Reconhecer a força de Lygia Clark apenas nesse epígrafe requer uma certa prudência. Há que preparar o ouvido para receber imagens verbais e não-verbais. Por isso quando a li, senti medo. É uma consistente obra de Clark que calça esse corpo textual – técnico nesse olhar posterior, em tantos idos e vindos, e que me solicita outro mote: a imaginação. Para os fatos, ações, existem quatro, cinco perguntas: o quê? onde? quando? como? quem? Assim Lygia chama.
Fazer transmutações leves restou-me nesse momento de conhecer o texto de Suely, generalizar num primeiro momento, unir fim ao início, criar uma - mínima – densidade ao filosofar, mas sobretudo observar a superfície desse texto-imagem (ou imagem-texto), como proclamo agora Lygia Chamando. Será uma poça ou uma rocha, um espelho?

02 março 2007

coragem versus medo

Se eu pudesse, transformaria o medo em coragem. O medo é um sentimento negativo: diz "não faça" no lugar de "faça". É um sentimento que não leva a nada. Um cliente com medo não confia na agência e fica assustado com idéias novas, fortes, inovadoras. Gostaria de ter um cliente que rejeita minhas idéias por não serem suficientemente criativas. / Criação, Saatchi& Saatchi, Itália

28 fevereiro 2007

beuys e a razão objetiva dos objetos (continua)

O denken in plastik (pensar é esculpir) de Beuys revela o desejo de ruptura entre o homem e a realidade aparente. Seu conceito de realidade abrange o tempo e o espaço, a cultura e a natureza, a utopia e a existência, propulsores e paradigmas humanísticos da arte. A unidade entre vida e obra era para Beuys mais importante que o valor estético, já que exigia do espectador uma participação mais efetiva. Suas obras estão impregnadas dessa realidade e exercem uma impressão direta sobre os observadores.

27 fevereiro 2007

beuys e a razão objetiva dos objetos, por Paulo Reis.
Se na primeira metade deste século, Pablo Picasso e Marcel Duchamp dividiam a primazia de serem considerados os "gênios da criação" na arte; na segunda metade Andy Warol e Joseph Beuys passaram a formar seus próprios epítomes. O "no futuro todo mundo será um artista", de Warhol, e o "pensar é esculpir", de Beuys, podem ser traduzidos como a visão mais elaborada da antiarte, da derrocada do artista esua visão platônica de mundo. Esse vaticínio, no entanto, longe de parecer fatídico, carrega em si uma esperança maior no homem como ser criador.

(o texto apresentado em nove partes, continua.)

wuat?

martírio - dia 20 de outubro de 1994foi aberta na Itaugaleria, na avenida mascarenhas de moraes, no centro da capital, a exposição do Jean, que como característica maior era composta por pinturas. No convite, endereçado aos maiores freqëntadores de vernissages, constava o histórico do artista, sua formação, as individuais e coletivas, e essa frase, no lado direito do papel cartão preto, com duas dobraduras:

"Quanto maior a sensibilidade maior
o martírio - um grande martírio."
A frase de Leonardo da Vinci veio para o alto.


( daqui um tempo tem mais provérbios, fazendo parte da série 'wuat?')

joseph beuys por paola colacurcio

"...Beuys ensinou-me que a arte não é decoração...", afirmou Lucio Amelio tendo em mãos Capri-Baterie, uma obra que Beuys criou durante sua estada em Capri, em setembro de 1985, enquanto se preparava para expor aquela que seria sua última "escultura social": Palazzo Regale. Nela Beuys representou a si próprio, exibindo, em duas vitrines, os objetos mais importantes de sua vida de artistae que ele havia utilizado para a divulgação do seu conceito de arte: "Homem, apodera-te da autodeterminação".

iconoclasto

"em cada passo que dou ao penetrar nesse (país) território tão distante do nosso, aprofundando-se no confronto cotidiano com um outro(a) (civilização) território, buscando pontos de contato entre nós e vocês, encontro algo que altera a análise: um aspecto que parecia essencial se revela secundário, um dado que subestimava se torna a chave para (interpretar) produzir todo o resto"
ítalo calvino


"essa atenção ao detalhe periférico, aliada a capacidade de transformar a própria visão a partir do contato com outras realidades, é a pedra de toque desse diário, e talvez, de toda literatura de calvino."
maurício santana dias

"há cada vez menos pertinência em encarar os produtos e processos estéticos contemporâneos como criações individualmente motivadas, como manifestações de estilo de um gênio singular, em vez de um trabalho de equipe, socialmente motivado, no qual o resultado só pode consistir em um jogo de tensões entre os mais variados agentes e fatores ou, como diz Couchot (1997), em uma economia simbólica de natureza dialógica."
arlindo machado, 2001, o quarto iconoclasto e outros ensaios hereges

o que pensas quando alguém chega na tua frente e faz uma flexão

eu não estou só.
em minha volta tenho todos lados.
olho e esquento o corpo.
pouco, pois estou de azul.

é provável que o tamanho do lago
absorva meus olhos. é fato.

virei flor. pelo menos tem abelha na minha calça.
eu parado. o lago não.
o vento passa e arrasta sua casca de gelatina.
fácil rima. fácil gesto solto que me pede pra ficar parado.
olhando o sol te preencher pra algum lugar de moléculas. algo Joseph Beuys bem armado. armado demais pra não doer. suas costas. é. é mentira.
preciso de um banco.
um toco no meio da lagoafilho da puta você não acredita.
casal de pato.
casal de pato preto.
eu vi o primeiro e não consegui escrever. me deu vontade de ficar me equilibrando.

ópio

por que o ópio tem que ser o melhor de tudo, o melhor que elas.


vulgo podis c.

salte

SALVE
SALTE
SORTE
ARTE
ORTE
ARTE
SARTRE
SE

26 fevereiro 2007

andy warhol no festival de berlim



ANDY WARHOL: A DOCUMENTARY FILM

Art historian Neil Printz simply calls him "a touchstone of the culture", whose significance far exceeds the boundaries of art history: "Andy Warhol is a touchstone of the culture we live in - a touchstone for the entire culture of the post-war period. I think he is probably the most important artist of the second half of the 20th century, maybe the most important artist of the 20th century. If we needed to find a visual form just to distill what it's like to have been alive in the last fifty years, the image would come somewhere from the corpus of Andy Warhol. We might fight over what image it is. We might think it's a painting of Marilyn Monroe, we might think it's a painting of a car crash or the atom bomb or a Campbell's soup can. But I think if we had to choose a painting, it would be a painting by Andy Warhol."
No artist of the last century was more in the spotlight than Warhol; nobody was able to stage-manage himself in such an inimitable fashion - and hardly any other artist left behind so many visual documents. This four-hour documentary makes use of these documents to reconstruct Andy Warhol's life and brilliant career as a proponent both of the world of art and culture and of an underground subculture. The extensive archive material also tells the story of American cultural history from the 1950s to the 1970s, when Warhol's 'factory' became the centre of American contemporary art and pop culture. Warhol's 'materials' comprised both his 'superstars' such as Edie Sedgwick, Viva and Candy Darling, but also included other celebrities such as Bob Dylan, Dennis Hopper and Susan Sontag. This film contains many hitherto unpublished original images of these and other icons of style.

quarta-feira

O NADA, O SENTIDO E A ARTE CONTEMPORÂNEA


[Elaine Escoubas . PROFa. EMÉRITA DE FILOSOFIA DA UNIVERSIDADE DE PARIS XII, VAL DE MARNE]

Esboço de uma ontologia e uma estética das artes contemporâneas

[estranheza-familiaridade, presença-ausência, afirmação-negação: assim emergem as contradições constitutivas do estatuto da imagem nas artes contemporâneas. Filósofos como Heidegger, Henri Maldiney e Maurice Blanchot contribuirão para orientar nossos questionamentos em direção às condições de possibilidades do "ser" e da potência das imagens nas artes contemporâneas e talvez para jogar uma luz sobre o gesto criador de espaço e tempo, gerador das obras.
[Elaine Escoubas . PROFa. EMÉRITA DE FILOSOFIA DA UNIVERSIDADE DE PARIS XII, VAL DE MARNE]

quem vos fala sois m.merleau-ponty II

[O Fantasma de uma Linguagem Pura]

" Eis que há muito tempo fala-se sobre a terra e os três quartos do que se diz passam despercebidos. Uma rosa, chove, o tempo está bonito, o homem é mortal. Aí estão para nós os casos puros da expressão. parece-nos que atinge o auge quando assinala sem equívocos acontecimentos, estados de coisas, idéias ou relações, por que, aí, não deixa mais nada a desejar, não contém nada que não mostre, nos faz deslizar ao objeto que designa. O diálogo, o relato, o jogo de palavras, a confidência, a promessa, a prece, a eloqüencia, a literatura, enfim, essa linguagem à segunda potênciaonde só se fala de coisase idéias para atingir alguém, onde as palavras respondem às palavras, e que se carrega em si mesma, se constrói acima da natureza, um reino sussurrante e febril, nós a tratamos como simples variedades de formas canônicas que enunciam algumas coisa."

" ...que o sinal permaneça simples abreviação de um pensamentoque poderia a qualquer momento se explicar e se justificar por inteiro."

" não se pode imitar a voz de alguém sem retomar algo de sua fisionomia e enfim de seu estado pessoal."

(retirado do livro 'O Homem e a Comunicação - A Prosa do Mundo')

seis propostas para o próximo milênio.

Clareza.
Consistência.
Leveza. Ouvido.
Exatidão.
E intuição.
Estas foram as propostas de Ítalo Calvino.

Dá uma passadinha no link, sobre plantar um bilhão de árvores. Calma, é pro mundo todo. Este link da ONU tem uma versão em português para quem preferir. http://www.unep.org/billiontreecampaign/

1

Observava,
adaptava-se e percebendo
via,
além do que olhava.

Sofria, pensava - tentava escapulir.
Rumar com a devida coragem.


Vestia-se,
andava,
fazia - mostrando-se

Devia ser simples, discreto e elegante.
a arte que mais transpõe barreiras é a música.
a tecnologia colocou-a como vedete, pin up. Em pleno século XXI.



pra que serve a arte? a literatura?
pra fugir da realidade?
são instrumentos de fuga.

05 fevereiro 2007

folha de s.p.

uma bela cobra, outra, amarela, bela, sobre o dorso de uma mulher bela, as três fazendo terapia, a imagem é impagável, por isso não estará por aqui contudo vale dar uma checada nas imagens do dia. da folha.

30 janeiro 2007

wuat?

“Έ iмρossívєl αvαliαг α foгçα qµє ρossµíмos sєм мєđiг o tαмαηho đo obstácµlo qµє єlα ρođє vєηcєг, ηєм o vαloг đє µмα αção sєм sαbєгмos o sαcгifício qµє єlα coмρoгtα.“
( daqui um tempo tem mais provérbios, fazendo parte da série 'wuat?')

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Jornalista, pesquisador, admirador da Ufes, da Usp, do cinema e da luz, fotográfica, ou não.