27 outubro 2006
Nélson Felix na Restinga
Não era um jogo de imagens, com espelho, ou coisa parecida. Além dos seguranças cerca de 30 trilhos de aço atravessaram o Museu Ferroviário da Vale do Rio Doce, como espadas num barril de pirata. Lembra, né. Pois o peso tira a semelhança, é impressionante. Quando se sabe que Nélson Félix foi a bolívia para segundo Ronaldo Brito, curador da expo-museu da vale (que abriu com verni ontem), 'achar o verbo...' ele estava conceituando seu trampo com uma agora sim jogada de espelho 23 graus prá cá, repetiu a latitude rebatida e foi parar nesse lugal oposto ao meridiano simetricamente, a partir da localização exata do museu, tudo, Argolas, s/n, e estrategicamente a foto naquela caatinga boliviana vai esquematizando somados ao esboço criativo onde estão escritos, queiram saber.Enfim, a montagem, a curadoria, o convite, a produção, vernisage, e o catálogo premiaram de luz aos olhos presentes, sem é espelho, não, não é espelho. Vale nélson felix, uma viagem de bus até a rodoviária, a ponte em reforma, a fábrica da Pirelli, o armazenamento de álcool, a casa simpática mal assombrada merecedora de elogios pela iluminação recebida, a entrada triunfal dos ferros no concreto.
Jornalista&corretor&guerreiro
- gustavofeu
- Jornalista, pesquisador, admirador da Ufes, da Usp, do cinema e da luz, fotográfica, ou não.