29 abril 2008

E se...

Nova versão ou reconstituição a partir de Vitória, no Espírito Santo, através de informações recolhidas nas manchetes dos telejornais e algumas matérias de rádio desde o dia do crime, 29 de março - O casal Nardoni chega ao apartamento da família as 11:36, doze minutos após saírem de uma lanchonete na capital paulista. Feliz, Isabela Nardoni dorme sobre o ombro da mãe, Ana Carolina Nardoni. Os outros dois filhos estão sobre o corpo do pai, Alexandre Nardoni, um homenzarrão ogro que costuma bater de frente com todos ao redor, exceto quanto depende da boa vontade alheia para satisfazer suas necessidades financeiras, coisa comum em uma metrópole.
A familia sobe aos poucos, com o pai resolvendo levar Isabela na frente para então descer e resgatar a esposa e os dois menores de três e oito meses respectivamente. Quando Alexandre desce para buscar a espo0sa e os dois filhos menores, uma pessoa de dentro do prédio entra no apartamento e começa a violência com uma precisão cirúrgica, quase 'de trás para a frente', exceto a queda da janela.
Machuca estrangula e mata Isabela. Recolhe um pouco de seu sangue para criar falsas provas e então, os pais chegam, já com Isabela jogada pela janela. O casal em cima, o algoz vai até a garagem e suja o carro de sangue. Enquanto os pais de Isa procuram o que pensar no local da queda da filha, o assassino já subiu e vai minunciosamente limpando as marcas do crime.
O que resta de dúvidas são: e a camisa de Alexandre Nardoni que estava, conforme a perícia, marcada com a tela de proteção? Seria a marca dele olhando para o corpo da filha seis andares abaixo? E a mais nova pista: uma marca de mão infantil suja de sangue em um dos lençóis do quarto dos irmãos de Isabela Nardoni? Seria a mão de de dois anos, envolvido passivamente no ato? Será que ao ficar no apartamento enquanto os pais desceram ao encontro do corpo caído da filha ele curiosamente passou a mão em alguma gota de sangue de Isabela, caida na sala?
Um jogo de quebra-cabeças em um apartamento de classe média, onde as peças, algumas escondidas vão se revelando aos poucos.

Jornalista&corretor&guerreiro

Jornalista, pesquisador, admirador da Ufes, da Usp, do cinema e da luz, fotográfica, ou não.