25 junho 2007

A idéia.

A diferença entre ser e não-ser um marginal, está em colocar-se dentro ou fora da vida a margem. Certo é, que essa escolha é pra poucos (sinc). Contudo deixar o senso comum e agarrar-me a excessão parece mais interessante, e natural até. Aliás, deixar o senso comum, as pessoas em geral colocá-lo onde lhe é devido segundo a opinião delas, não é legal. Vá pra margem se quiser.
Passar pela porta, ou ficar 'marcando' um tempo', subir as escadas 'e desafiar a modéstia', colocar ou não a mão nos corrimões 'e deixar ou não o lobo mau lhe comer'.
Vestir-se assim (!) a ter movimentos ricos, peculiares a algumas ações, a ter parcimônia em portar-se arrumadamente, confortável aos olhos do outro, de um conviva, (sinc), blefar com um sapato digno de executivo.
'Saber respirar o ar nauseabundo onde vivem os criminosos'. Arthur Hailey. O tempo, exatamente ele, permite essa escolha, como uma estrada: dê a seta: D.Martins ou Guarapari (?), escolha rápido, como um começo preciso, direita, esquerda, centro nunca (!), olha a placa de divisão, 'caráca', dentro, fora, sem o intervalo.
O marginal está a margem da sociedade, olha o senso comum aqui, o margi, ele, vive no primeiro fio do LP social, e por isso pendurado, na 'beirada', na beira do abismo. Está fora, dito excluído. Se ele achar 'que nada viro o lado!' pode até ser digamos, diferente. Contudo, no fio, ele está no ponto em que se permite visualizar o lado B desse nosso vinil empueirado. Seria o perverso, o intervalo. A questão dentro fora é geográfica enquanto o intervalo é psicológico, sim.
Será o seu paradoxo, que o colocará a margem, por blefar e falar a 'verdade', se simples fosse, a margem essa extensa faixa do ócio a espera do novo posicionamento, lícito ou realizando crime para quem não tem a coragem de lavar as mãos. Sujá-las sim, antes.

Jornalista&corretor&guerreiro

Jornalista, pesquisador, admirador da Ufes, da Usp, do cinema e da luz, fotográfica, ou não.